Portal Viva - O paradigma dos transportes públicos nacionais
Quando o Portal Viva disponibilizou o carregamento dos títulos de transporte online, foi um feito e um marco de inovação. Na sequência do plano Simplex (original) e da iniciativa de valorizar o SmartCard como forma de registo via cartão de cidadão, cuja sua implementação começou nessa fase (pós 2008).
Esta oportunidade nunca foi devidamente divulgada, bastando para isso verificar que o mecanismo de renovação dos "passes", cujos utilizadores perdem longuíssimas horas e num processo manual completamente ultrapassado. Mais paradigmático, é o próprio metropolitano de Lisboa, não usar o mecanismo da Otlis para renovar esses passes, evitando o preenchimento de formulários em papel. Sim... é isto que se passa. A plataforma existe, custou o seu desenvolvimento, contudo as próprias entidades públicas usam o método "old school" criando filas intermináveis aquando do "novos passes" em Abril de 2019.
Mas voltando ao nosso tema, o portal Viva, devido à OTLIS nunca ter sido incumbida com mais competências, de modo a assumir um papel central do desenvolvimento, simultaneamente entre o conjunto dos operadores para uma rápida adaptação do modelo bilhética, teve como consequência o prolongado período de implementação do sistema nos diferentes operadores, iniciando-se em 2002 e prolongando-se mais de uma década.
Nota: O Sistema da OTLIS usa o sistema Calypso.
Dessa forma, destaco o caso do site da OTLIS, que desde esta introdução:
Esta oportunidade nunca foi devidamente divulgada, bastando para isso verificar que o mecanismo de renovação dos "passes", cujos utilizadores perdem longuíssimas horas e num processo manual completamente ultrapassado. Mais paradigmático, é o próprio metropolitano de Lisboa, não usar o mecanismo da Otlis para renovar esses passes, evitando o preenchimento de formulários em papel. Sim... é isto que se passa. A plataforma existe, custou o seu desenvolvimento, contudo as próprias entidades públicas usam o método "old school" criando filas intermináveis aquando do "novos passes" em Abril de 2019.
Mas voltando ao nosso tema, o portal Viva, devido à OTLIS nunca ter sido incumbida com mais competências, de modo a assumir um papel central do desenvolvimento, simultaneamente entre o conjunto dos operadores para uma rápida adaptação do modelo bilhética, teve como consequência o prolongado período de implementação do sistema nos diferentes operadores, iniciando-se em 2002 e prolongando-se mais de uma década.
Nota: O Sistema da OTLIS usa o sistema Calypso.
Dessa forma, destaco o caso do site da OTLIS, que desde esta introdução:
- Versões do browser Chrome 42 e mais recentes. A partir da versão 42 (lançada em abril de 2015), o Chrome desativou a forma padrão pela qual os browsers suportam plug-ins. (link)
Desde aí, nunca foi alvo de qualquer melhoramento. O que quer isto dizer?
Que em Abril de 2015, já o Google Chrome era o browser mais utilizado a nível mundial, e a OTLIS optou por colocar a nota em rodapé na caixa do Login (Caso não use o IE, clique aqui).
E com uma solução apresentada de: se usa o Chrome, o nosso site só suporta o IE.
Devemos ainda ter em conta, que outros sites de organismos públicos , sofreram do mesmo "mal", mas encontrando uma solução realizada pela AMA, de um plugin Autenticação.gov.
Esta aplicação veio reduzir os inúmeros incidentes com "versão do Java" desactualizada, ainda hoje presente quando é usado o portal Viva.
Contudo, mesmo a nível oficial, as dificuldades de manter o sistema sem desactualizações são grandes:
- Drivers do Smartcard Reader
- plugin Autenticação.gov (necessidade de updates)
- Aplicação do Cartão de Cidadão (necessidade de updates)
- Java (JRE) - (necessidade de updates)
Torna suscpetível, a necessidade de suporte técnico, ainda para mais em ambiente residencial.
Adiante, lembram-se de ter referido esta parte: a nota em rodapé na caixa do Login (Caso não use o IE, clique aqui).
Pois bem, actualmente (Abril de 2020), esse link até remete para uma página 404 (Not found), que é reflexo do abandono do site que apesar de tudo é a plataforma oficial.
O grande investimento e modernização nos transportes públicos da região de Lisboa, aconteceu na década de 90, desde então o desinvestimento e o tempo de uma sociedade que anda mais depressa do que as políticas do sector, levou a estarmos a caminhar para uma regressão e não uma evolução.
O caso partilhado hoje, é paradigmático disso, e esperemos que a AML, venha dar uma dinâmica e organização que, pelas suas competências, a OTLIS sozinha nunca poderia conseguir.

